Fazer pilates é bom, mas os cardiologistas revelam: o melhor exercício para fortalecer coração após os 60

Já sentiste aquela tranquilidade a pairar depois de um exercício calmo, como o Pilates, mas ao mesmo tempo perguntaste se seria mesmo o ideal para o coração, especialmente quando os anos começam a deixar a sua marca? É um tema que me desperta curiosidade e que acho importante partilhar, porque mexer o corpo é um dos pequenos prazeres e cuidados que nos podemos oferecer.

O que o Pilates faz pelo coração e onde ele fica aquém

O Pilates traz uma sensação de bem-estar quase imediata. Adoro como o ritmo controlado e a respiração profunda ajudam a manter a calma, aliviam a tensão e dão uma força subtil aos músculos. Para quem está a começar a mexer-se depois dos 60, é uma porta de entrada amiga. No entanto, percebi que, apesar destes benefícios, o Pilates não é o exercício que mais eleva o nosso batimento cardíaco, que é a chave para fortalecer o coração.

Os cardiologistas explicam que, para realmente dar um “treino de força” ao coração, precisamos de atividades que aumentem a frequência cardíaca de forma consistente, como uma caminhada ligeira a rápida, uma corrida leve ou exercícios aeróbicos. Este tipo de movimento faz com que o coração trabalhe mais eficientemente, reduzindo o número de batimentos por minuto no repouso e promovendo vasos sanguíneos mais elásticos e saudáveis.

Por que o coração gosta de movimentar-se com frequência cardíaca elevada

Li numa conversa recente que o verdadeiro “treino” do músculo cardíaco acontece quando a frequência cardíaca sobe a um certo ritmo. Para contextualizar, alguém sedentário pode ter um ritmo cardíaco de 80 a 100 batimentos por minuto, enquanto uma pessoa ativa ronda os 60 a 70. Esta diferença é impressionante e, segundo um estudo de algumas universidades, essa melhor eficiência reduz em metade o risco de problemas cardíacos.

Depois dos 60, a paciência que temos que ter com o corpo não é desculpa para a inatividade. Pelo contrário, é o momento perfeito para adoptar exercícios aeróbicos adaptados, que façam o coração bater com mais força, mas sempre com cuidado e acompanhamento médico, claro.

Quando o coração já tem histórias para contar: como adaptar o exercício

Movimentar o corpo é vital mesmo que haja alguma doença cardíaca. Uma amiga cardiologista explicou-me que, com o aval da consulta médica e um plano bem pensado, qualquer pessoa pode e deve praticar exercícios. A Universidade de São Paulo trouxe um estudo que concluiu que o exercício aeróbico ajuda a renovar as células do coração, aquelas mitocôndrias que tornam o coração mais forte e mais eficiente.

Entrar num ritmo de caminhada pelo Parque das Nações, com pausas para respirar fundo e apreciar a cidade ao nosso redor, pode ser um excelente começo. O essencial é respeitar os sinais do corpo e não se precipitar.

Benefícios que vão além do batimento do coração

Escolher um exercício que fortalece o coração não é só fazer um favor ao músculo mais importante do corpo. É também cuidar dos ossos, cérebro, pele e mente. Aumentar a força muscular ajuda os ossos, prevenindo a osteoporose – tão comum depois dos 60. Além disso, ao oxigenar o cérebro, melhora-se a memória e a capacidade de resolver os mexericos do dia a dia com mais calma.

Ouvi numa conversa de café que a pele também agradece. Ao reduzir o stress oxidativo, prevenimos rugas e aquele cansaço que se vê no espelho. E claro, a endorfina libertada pelo exercício é um convite a sentirmo-nos bem, mesmo em dias mais cinzentos.

Pequenos passos para grandes efeitos no coração e na vida

  • Escolher caminhadas ao ar livre que aumentem o ritmo sem cansar demasiado;
  • Experimentar aulas de hidroginástica, que são gentilmente eficazes para o coração;
  • Incluir exercícios de resistência leves, para fortalecer músculos e ossos;
  • Tentar sempre atividades que tragam prazer, afinal, é mais fácil manter o hábito assim;
  • Consultar regularmente o médico para adaptar os exercícios às necessidades da saúde do coração.

Quando dás um passo para mexer o coração, estás a cuidar de muitas outras coisas que nem sempre se veem, mas que se sentem no corpo e na alma. Quem diria que a felicidade podia passar por uma simples caminhada serena?

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